Saiba como verificar os sistemas do carro

 

Aditivo de radiador - Deve ser substituído todo o líquido de arrefecimento (água+aditivo), mas somente de acordo com o plano de manutenção, geralmente em torno de 40 mil km rodados ou um ano. Alguns motores de alumínio possuem prazo de troca bem maior, a exemplo do propulsor do Corolla. O reservatório do líquido de arrefecimento fica no compartimento do motor e há indicações claras do nível máximo e mínimo.

Se estiver muito baixo, pode haver problema de vazamento. Em qualquer caso (substituição do líquido ou reparo do sistema), o serviço só deve ser realizado em oficina. Somente em uma situação de emergência é recomendado completar o nível com água – se estiver muito baixo – para poder levar o carro a uma oficina.

  
Aditivo de combustível - Use gasolina aditivada. Se o fabricante do seu carro recomenda algum aditivo específico, você poderá utilizá-lo. Usar aditivo em uma gasolina aditivada não trará qualquer benefício.


Fluido de direção hidráulica - Não existe qualquer previsão de troca ou complementação do nível do fluido. Isso só deve ocorrer em casos extremos de vazamento ou perda do fluido durante a manutenção do veículo.
 
Óleo da transmissão - Algumas transmissões precisam ter o nível do fluido completado. Fabricantes recomendam a troca a cada 40 mil km ou 80 mil km. Por isso, consulte o manual para verificar a real necessidade de troca de óleo.

Óleo do motor - Vital para o funcionamento e durabilidade do motor. Deve ser trocado rigorosamente segundo o plano de manutenção do carros. A troca deve levar em consideração o tempo, quilometragem e modo de uso do veículo. Use sempre o óleo recomendado ou superior. O nível do óleo só deve ser verificado depois de algum tempo de parada do motor. Não leve em conta a medição feita pelo frentista assim que o carro chega. Se a medição for feita de forma correta e indicar nível muito baixo, o óleo pode ser completado com outro de mesma especificação. Nesse caso, pode estar ocorrendo vazamento no sistema, o que deve ser verificado em uma oficina. 

Fluido de freio - Deve ser substituído pelo fluido recomendado pelo fabricante (geralmente especificação DOT 4), com o cuidado de não deixar cair na pintura, pois é corrosivo. É indicada a substituição a cada 40 mil km rodados ou um ano. Andar com fluido velho pode causar perda da eficiência da frenagem. O reservatório também fica no compartimento do motor e tem indicação de nível. Em condições normais, não há necessidade de complementação. Se houver diminuição do nível, é indicação de vazamento no sistema. Nesse caso, o problema só pode ser resolvido em oficina.


Aditivo da água do pára-brisa - É indicado utilizar esse aditivo, que facilita a limpeza e evita arranhões nos vidros.

Filtro de ar - A troca deve ser feita a cada 15 mil km. Alguns veículos utilitários possuem filtros laváveis, o que barateia a manutenção,com o aumento vida útil. A recomendação é que se use filtros originais.
 
Filtro de óleo – A manutenção, com o aumento Geralmente deve ser trocado a cada 15 mil km. Alguns fabricantes pregam a substituição a cada duas trocas de óleo. Use sempre o filtro correto. Adaptações podem levar ao colapso do sistema de lubrificação, com danos severos ao motor.

Palheta do limpador - É aconselhável verificar periodicamente a parte de borracha. Somente substitua o componente se estiver com deformações ou ressecamento acentuado. Isso pode ser identificado pelo desgaste da borracha. Em todo caso, é necessária a substituição do limpador uma vez por ano.

Extintor de incêndio - Desde o início deste ano, os carros fabricados no Brasil são obrigados a ter o extintor ABC, para debelar chamas em materiais como borracha, líquidos inflamáveis e elétricos. Esses extintores devem ser substituídos depois do prazo de validade e não podem ser recarregados. Os veículos mais antigos podem continuar com o extintor tipo BC, que deve ser recarregado quando o indicador mostrar carga baixa. Esse tipo de extintor não precisa ser trocado.


Fonte: Engenheiros automotivos Júlio César Câmara (Senai/Cimatec) e Roberto Sacramento (Ufba)